Três semanas após lançar o cupê esportivo Camaro, importado dos Estados Unidos, a General Motors aproveitou a antepenúltima semana do ano para manter a agenda automotiva de 2010 acelerada: nesta segunda-feira (13) foi a vez de oficializar a chegada do novo Chevrolet Omega, mostrado ao público no Salão do Automóvel de São Paulo e, principalmente, no autódromo de Interlagos durante o GP Brasil de Fórmula 1.
Como a própria fabricante atesta, o Omega ano/modelo 2011 que desembarca nas lojas do país até o final do mês vindo da Austrália pelo valor de R$ 128.600 traz poucas e pontuais mudanças em relação às unidades vendidas entre o final de 2009 e o começo deste ano. Por fora, o sedã executivo ganha para-choque, grade e faróis dianteiros levemente remodelados, rodas de liga leve de 17 polegadas com novo desenho e tampa do porta-malas com spoiler integrado -- itens que garantiram coeficiente aerodinâmico ligeiramente melhor (0,33 cx contra 0,35 do anterior) e algum ganho na agressividade.
Por dentro, revestimento com mescla de tons (painel superior escuro com porção inferior, bancos e assoalhos na cor bege), painel central com tela de LCD sensível ao toque (para os sistemas de informação, climatização, comunicação, câmera de ré e entretenimento) e conexões Bluetooth (telefonia e áudio) e USB/iPod, além do painel de instrumentos com dois mostradores analógicos (conta-giros e velocímetro) ladeando a tela do computador de bordo com funções em Português.
As mudanças mais importantes, porém, estão sob o capô: o antigo motor de 254 cavalos dá lugar ao propulsor V6 de 3,6 litros e 24 válvulas, todo em alumínio, com 292 cv de potência máxima (a 6.200 rpm) e torque de 36,7 kgfm enviado às rodas traseiras relativamente cedo, antes dos 3 mil giros. Além de estar 38 cavalos mais potente, o novo motor conta com o sistema SIDI (Spark Ignition Direct Injection, ou injeção direta com ignição por faísca numa tradução literal), que coloca a Chevrolet no grupo ainda restrito de fábricas que oferecem ao comprador brasileiro uma motorização mais eficiente e moderna.
Há ainda a transmissão automática AT6 Active Select, de seis marchas com possibilidade de trocas manuais sequenciais feitas na alavanca de câmbio, acoplada ao propulsor. Em conjunto, estes equipamentos prometem melhor desempenho dinâmico mesmo com o peso extra da blindagem (que praticamente 100% dos compradores devem adotar, segundo a Chevrolet), com redução do consumo de gasolina e, de quebra, diminuição do nível de emissão de poluentes. A velocidade final é limitada em 235 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 s.
Para diferenciar o modelo, a Chevrolet optou por chamá-lo de Omega Fittipaldi com duplo objetivo: Emerson Fittipaldi é homenageado por seus 64 anos de vida e 40 anos do primeiro triunfo internacional de um piloto brasileiro, enquanto a marca e o carro recebem a chancela do bicampeão de Fórmula 1, bicampeão das 500 milhas de Indianápolis e campeão da Fórmula Indy. A distinção, porém, é restrita à edição limitada de 600 unidades -- ao término do lote, a fabricante "definirá o que fazer". Quem comprar um, contará ainda com garantia de dois anos sem limite de quilometragem e com um conjunto de serviços que inclui mimos como assistência domiciliar com motorista à disposição e auxílio na reserva de serviços de hospedagem, alimentação e locação de carros.
